GOTAS DE LUZ
“O Espiritismo é uma alavanca que afasta as barreiras da cegueira.” – Jean Jacques Rousseau – RE Agosto de 1861
"Se o Espiritismo ressuscita o Espíritualismo, retornará à sociedade o impulso que dá a uns a dignidade interior, a outros a resignação, a todos a necessidade de se elevar para o Ser supremo, esquecido e desconhecido pelas suas ingratas criaturas. - Jean Jacques Rousseau – RE Agosto de 1861
“O homem, espírito encarnado envolto na neblina da carne, como ensina Emmanuel - está sempre e inevitavelmente propenso a reincidir em seus erros do passado. A volta às condições da vida material o coloca de novo ante a possibilidade de desfrutar as oportunidades que lhe foram úteis ou agradáveis no passado. As ilusões renascem no seu coração humano. As perspectivas espirituais se perdem no nevoeiro. Nas religiões formalistas esse apelo do passado adquire muito mais força.” (J. Herculano Pires – Agonia das Religiões – Cap. IV - Experiência no Tempo)
“Nada se modifica em nós, mas iluminamo-nos por dentro. E se mantivermos a nossa vigilância na intenção verdadeira de acertar, facilmente veremos o que nos convém e o que não nos convém. Poderemos então repetir com Paulo: Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. E, seguindo assim o caminho que a prudência esclarecida nos indica, tudo modificaremos para melhor em nós mesmos, tornando-nos aptos a auxiliar os outros a se melhorarem.” (J. Herculano Pires – Agonia das Religiões – Cap. IV - Experiência no Tempo)
“É, pois, necessário distinguir as comunicações verdadeiramente sérias das comunicações falsamente sérias, o que nem sempre é fácil, porque é graças à própria gravidade da linguagem que certos Espíritos presunçosos ou pseudo-sábios tentam impor as idéias mais falsas e os sistemas mais absurdos. E para se fazerem mais aceitos e se darem maior importância, eles não têm escrúpulo de se adornar com os nomes mais respeitáveis e mesmo os mais venerados.” Allan Kardec – LM – Cap. X item 136
O Espiritismo é ciência, quando se ocupa das relações entre o visível e o invisível, no campo dos fenômenos mediúnicos; é filosofia, quando nos oferece uma concepção própria da vida e do mundo; e é religião, quando traça normas de conduta moral e espiritual, objetivando a aproximação da criatura ao Criador. Kardec explicou isto com meridiana clareza e Léon Denis o confirmou.
[...]No tocante à religião, os opositores apegam-se muito ao fato de Kardec não mencionar essa palavra na definição da doutrina que apresenta em O que é o Espiritismo. Realmente, em lugar de religião, o mestre fala em moral. Mas todos os que citam esse fato não se esquecem de citar, também, que Kardec era discípulo de Pestalozzi. Ora, a substituição de religião por moral era um dos princípios da filosofia pedagógica de Pestalozzi, para quem o ser humano era tríplice: o ser animal, o ser social e o ser moral, decorrendo desse fato uma concepção tríplice de religião, com a religião animal, a social e a moral. A religião moral era a mais elevada, a mais pura, destituída de formalismos, o que levava Pestalozzi a afirmar que a verdadeira religião é a moralidade.
O próprio Kardec deixa isso bem claro, em toda a sua obra, lutando contra o formalismo religioso e pregando uma religião puramente espiritual. Como falar em religião, no seu tempo, e ainda hoje, era falar em culto, em liturgia, em sacramentos, em sacerdócio, ou seja, em formalismo místico, o mestre preferia falar em moral. Mesmo porque o objetivo da religião, na espiritualização do homem, não é outro senão moralizá-lo, fazer dele um ser moral, que possa aproximar-se de Deus. O próprio Kardec explicou essa posição especial que havia assumido, na divulgação da doutrina, ao pronunciar o seu derradeiro discurso (RE – Dez 1868). E o magnífico texto de O Evangelho Segundo o Espiritismo não deixa dúvidas a respeito.
J. Herculano Pires - O Infinito e o Finito - Maneiras Particulares de Ver
O Espiritismo ensina Kardec: “é uma questão de fundo e não de forma”. De nada vale o exagero nas boas maneiras, a vós macia e os extremos de pureza formal; não comer carne, não fumar, não tomar bebidas alcoólicas, não freqüentar festas mundanas, não contar nem ouvir anedotas picantes; se o coração não estiver limpo. A pureza que o Espiritismo nos ensina é interior. Deve, por isso mesmo, reger a nossa conduta, em vez de esperarmos que uma conduta artificial nos purifique.
J. Herculano Pires – O Infinito e o Finto – Edições Correio Fraterno.
“O grande trabalho do Espiritismo no mundo é mostrar aos homens a realidade da sobrevivência, a finalidade evolutiva da vida terrena e a necessidade de orientação evangélica do indivíduo e da sociedade. A sobrevivência, ao mesmo tempo em que
liberta o homem do terror da morte, sobrecarrega-o de responsabilidades morais. A compreensão de seu destino evolutivo, alargando-lhe os horizontes mentais, aprofunda-lhe o senso dessas responsabilidades. “E o Evangelho então lhe aparece na sua verdadeira significação de código divino, para orientação das criaturas terrenas em direção ao céu.”
(J. Herculano Pires – O Infinito e Finito – Novos Caminhos que se Abrem Para Compreensão da Vida)
Diz Kardec: “A fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.” "É a esta que damos o nome de fé raciocinada, única que não tolhe o nosso livre arbítrio e se apóia nos fatos e na lógica, fazendo desaparecer a dúvida e trazendo-nos a certeza pela compreensão daquilo que estudamos ou observamos. A fé cega, só poderá produzir fanáticos, supersticiosos, mas nunca crentes sinceros e devotados." (Livro: Espiritismo e Protestantismo de Cairbar Schutel - Cap. IV – Perdão e Redenção – Casa Editora O Clarim)
“O mal, - as ações condenáveis, deixam nódoas na alma que o simples arrependimnto não apaga.” (Livro: Espiritismo e Protestantismo de Cairbar Schutel - Cap. IV – Perdão e Redenção – Casa Editora O Clarim)
"O Espiritismo é a chave da verdadeira felicidade, e aí está o segredo do seu irresistível poder." Allan Kardec
(Revista Espírita out/1860 - Banquete)
Apesar da diversidade de gêneros e graus de sofrimento dos Espíritos imperfeitos, o código penal da vida futura pode se resumir nestes três princípios:
1º) O sofrimento é inerente à imperfeição.
2º) Toda imperfeição, e toda a falta que dela decorre, trazem o seu próprio castigo nas suas conseqüências naturais e inevitáveis, como a doença decorre dos excessos, o tédio da ociosidade, sem que haja necessidade de uma condenação especial para cada falta e cada indivíduo.
3º) Todo homem podendo corrigir as suas imperfeições pela sua própria vontade, pode poupar-se os males que delas decorrem e assegurar a sua felicidade futura.
Essa é a lei da justiça divina: a cada um segundo as suas obras, tanto no céu como na Terra. (O Céu e o Inferno - Cap. VII - Código Penal da Vida Futura)
[...] Ademais, eis o que diz a Doutrina Espírita neste particular: A duração do castigo está subordinada ao melhoramento do Espírito culpado. Nenhuma condenação é pronunciada contra ele, por tempo determinado. O que Deus exige para por termo aos seus sofrimentos, é o arrependimento, a expiação e a reparação do mal feito; numa palavra: um melhoramento sério, efetivo e um retorno sincero ao bem. O Espírito é assim o árbitro de sua própria sorte; pode prolongar os sofrimentos por sua persistência no mal e aplacá-los ou abreviá-los com esforços em praticar o bem.
Do fato da duração do castigo estar subordinada ao arrependimento, resulta que o Espírito culposo, que não se arrependesse nem se melhorasse nunca, sofreria sempre, sendo para ele eterna a pena. A eternidade do castigo, pois, deve ser entendida num sentido relativo e não em sentido absoluto.
Uma condição inerente à inferioridade dos Espíritos é a de não verem o término de sua situação e crerem que sofrerão para sempre. Isto constitui um castigo para eles. Quando, porém, o arrependimento lhes abre a alma, Deus faz com que entrevejam um raio de esperança. [...] (O Que é o Espiritismo – Cap. I – Terceiro Diálogo – O Sacerdote)
Prefácio: De todas as liberdades, a mais inviolável é a de pensar, que compreende também a liberdade de consciência. Lançar a anátema contra os que não pensam como nós, é reclamar essa liberdade para nós e recusá-la aos outros, e é violar o primeiro mandamento de Jesus: o da caridade e do amor do próximo. Perseguir os outros pela crença que professam, é atentar contra o mais sagrado direito do homem: o de crer no que lhe convém, adorando a Deus como lhe parece melhor. Constringi-los à prática de atos exteriores semelhantes aos nossos, é mostrar que nos apegamos mais a forma do que à essência, às aparências do que à convicção. A abjuração forçada jamais produziu a fé. Só pode fazer hipócritas. É um abuso da força material, que não prova a verdade. Porque a verdade é segura de si mesma; convence e não persegue, porque não tem necessidade de fazê-lo. (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – CAP. XXVIII – item 51)
[...] “Todos podem dar a sua contribuição à obra de divulgação do Espiritismo em nosso tempo, dentro de suas possibilidades de experiência e conhecimento. Todos podem ajudar as novas gerações a encontrar as relações das novas conquistas da cultura com os princípios espíritas ou, de outro lado, a encontrarem as antecipações dessas conquistas no Espiritismo. Mas ninguém tem condições intelectuais e espirituais para superar Kardec — simplesmente pelo fato de que Kardec não é um autor isolado, um solitário do pensamento, mas o Codificador, assessorado na Terra pelos companheiros de missão e assistido do além pelos espíritos do Senhor. A obra que nos deixou não é dele, como ele mesmo sempre o afirmou, mas dos seus mestres espirituais. A Doutrina que nos legou não é o Kardecismo, mas o Espiritismo, ou seja, a Doutrina dos Espíritos.” [...] (Prof. José Herculano Pires - O Que É O Espiritismo – Notícia Sobre o Livro)
[...] “Um adversário escreveu de certa feita, em um jornal, que o Espiritismo é cheio de seduções. Ele não podia, involuntariamente, dirigir-lhe um elogio maior, ao mesmo tempo condenando-se de maneira peremptória. Dizer que uma coisa é sedutora, é dizer que ela satisfaz. Ora, eis aqui o grande segredo da propagação do Espiritismo. Por que não lhe opõem algo de mais sedutor, para suplantá-lo? Se tal não se faz é porque não se tem nada de melhor a oferecer. Por que ele agrada?
É muito fácil explicar:
1) É porque satisfaz à aspiração instintiva do homem em relação ao futuro;
2) Porque apresenta o futuro sob um aspecto que a razão pode admitir;
3) Porque a certeza da vida futura faz com que o homem enfrente com paciência as misérias da vida presente;
4) Porque, com a doutrina da pluralidade das existências, essas misérias revelam uma razão de ser, tornam-se explicáveis e, ao invés de ser atribuídas à Providência, em forma de acusação, passam a ser justificáveis, compreensíveis e aceitas sem revoltas;
5) Porque é um motivo de felicidade saber que os seres que amamos não estão perdidos para sempre, que os encontraremos e que estão constantemente junto de nós;
6) Porque as orientações dadas pelos Espíritos são de molde a tornar os homens melhores em suas relações recíprocas; estes e, além, destes, outros motivos que só os espíritas podem compreender.
Em contrapartida, que sedução oferece o materialismo? O nada! Nele todo o consolo que apresenta para as misérias da vida.
Com tais elementos, o futuro do Espiritismo não pode ser duvidoso e, todavia, se devemos nos surpreender com alguma coisa, será com o fato de que tenha franqueado um caminho tão rápido através dos preconceitos. Como e por que meios os alcançará a transformação da Humanidade, é o que nos resta examinar.” [...] (Viagem Espírita em 1862 – Segundo Discurso)
[...] “Segundo a doutrina espírita, segundo as próprias palavras do Evangelho, dentro da lógica e da mais rigorosa justiça, o homem é o que as suas próprias obras o fazem, durante esta vida e após a morte. Nada ele deve a qualquer favoritismo, pois Deus o recompensa de acordo com os seus esforços e o pune pela sua negligência, por tanto tempo quanto durar a negligência.” (O Céu e o Inferno Cap. VI Doutrina das Penas Eternas – Impossibilidade Material das Penas Eternas)
[...] A mediunidade não implica necessariamente as relações habituais com os Espíritos superiores. É simplesmente uma aptidão, para servir de instrumento, mais ou menos dócil, aos Espíritos em geral. O bom médium não é, portanto, aquele que tem facilidade de comunicação, mas o que é simpático aos Bons Espíritos e só por eles é assistido. É neste sentido, unicamente, que a excelência das qualidades morais é de importância absoluta para a mediunidade. (ESE Cap. XXIV item 12)
[...] Sócrates, apesar de feio e desajeitado, sem a elegância pedante dos sofistas, tornou-se o maior sábio da Grécia. Quando o Deus Apolo, no seu Oráculo de Delfus, revelou isso a um parente do filósofo, Sócrates achou a honraria era demasiada para ele. Mas como já tivera provas de que Apolo não mentia, resolveu ciscar as palhas da sabedoria ateniense...Então reconheceu a razão de Apolo e disse ao parente: "Apolo tem razão, sou o maior dos sábios gregos porque sou o único entre eles que sabe que nada sabe." (Prof. José Herculano Pires – O Mistério do Ser Ante a Dor e a Morte - Cap. VII As Revoluções Conceptuais)
[...] Como acentuou Richet, Kardec nunca se desviou de sua orientação científica nas suas pesquisas espíritas.
Adversários gratuitos da doutrina, que sempre os houve para todas elas, criticaram a linha científica de Kardec, entendendo que ele procurava explorar o prestígio da Ciência na época. Mas a posição metodológica do mestre respondeu a essas tolices e a sua influência sobre os cientistas provou o contrário. A serena firmeza e a coragem moral desse homem acabaram por atrair o interesse dos expoentes da cultura mundial. A casinha humilde da Rua dos Mártires, em Paris, em que ele vivia, era constantemente visitada pelos príncipes, cientistas e artistas de toda a Europa, ansiosos por conhecer de perto as suas atividades na decifração racional e experimental do enigma da Esfinge. Mas a prova maior e esmagadora da sua seriedade foi a sua própria obra, cuja clareza, coerência lógica e comprovação científica da época e posterior continua a influir em nosso século, nesta antevéspera da Era Cósmica. Sua teoria da evolução serviu de amparo a Russel Wallace para corrigir os excessos materialistas de Darwin, e sua teoria da Humanidade Cósmica, que não se limita à Terra mas se expande na pluralidade dos mundos habitados, tem hoje a sanção teórica de grandes figuras da Ciência. Sua teoria dos mundos interpenetrados
superou em nossos dias às hipóteses sobre os mundos paralelos,
surgidas com a descoberta da antimatéria na cosmogonia paracientífica de Teilhard de Chardin. É visível o interesse que Kardec despertou recentemente entre os cientistas soviéticos – provocando uma crise ideológica na URSS –, o que prova a solidez de sua obra. Ele decifrou o mistério da vida e da morte.
No tocante aos métodos de pesquisa, ensino e divulgação da doutrina, é incrível o que ele fez, praticamente sozinho. As Ciências do paranormal, suscitadas por ele em todo o mundo, não conseguiram fugir ao seu esquema metodológico de pesquisas. Criticar a “ingenuidade” de Kardec tornou-se comum entre os sábios da época, mas a maioria dos críticos acabou de braços com ele nos mesmos caminhos da sua revelação científica, como ele a chamava. Ele descobriu e provou o que é o homem, como e por que vive na Terra e por que morre, sem jamais se vangloriar dessa façanha e jamais aceitar que o endeusassem. Os que ainda hoje o atacam e o criticam não sabem o que fazem.
(Prof. José Herculano Pires – O Mistério do Ser Ante a Dor e a Morte - A Síntese Estética da Consciência Cap. 10)
[...] Os grandes revolucionários não pegaram em armas. Sócrates realizou a Revolução Filosófica da Grécia sem disparar uma flecha no mundo do seu tempo e nos mundos do futuro. Buda abandonou o Palácio Imperial e deflagrou sob a árvore da meditação a Revolução Espiritual do Oriente que atingiu e abalou todos os quadrantes da Terra. Jesus de Nazaré, que não era príncipe, mas operário, desencadeou com palavras e exemplos a Revolução Cristã que abateu o Império dos Césares e mudou a órbita do Planeta. Kardec pesquisou os fenômenos paranormais e com um punhado de livros e uma revista em baixo do braço restabeleceu a verdade cristã estrangulada por rabinos e cléricos inquisidores. Todas as demais revoluções, feitas com armas e matanças, encheram o mundo com tropéis de cavalgadas destruídoras e só conseguiram produzir arrepios superficais e passageiros no mundo dos homens. Porque todas as transformações legítimas, nas coisas e nos seres procedem sempre de processos endógenos (processos internos) que nascem das entranhas da realidade. Nada se transforma sem que alguém consiga tocar com a ponta dos dedos a mola secreta das estruturas. Quem quiser mudar a face da Terra dos Homens (como Exupéry chamou o nosso mundo) terá primeiro de mudar a mentalidade humana, o conceito que o homem faz de si mesmo e do mundo. [...] (Prof. José Herculano Pires - "O Mistério do Ser Ante a Dor e a Morte" pág. 56 - Editora Paideia)
Os três Cegos; parábola
Um homem rico e generoso, o que é raro, encontrou em seu caminho três infelizes cegos consumidos pela fome e pela fadiga; apresentou a cada um uma peça de ouro. O primeiro, cego de nascença, irritado pela miséria, sequer abriu a mão; jamais vira, dizia, quem ofertasse ouro a um mendigo: a coisa era impossível. O segundo estendeu maquinalmente a mão, mas rejeitou logo a oferenda que se lhe fizera; como o seu amigo, ele a considerava qual uma ilusão ou uma obra de mau gosto: em uma palavra, segundo ele, a peça era falsa. O terceiro, ao contrário, cheio de fé em Deus e inteligência, no qual a fineza do tato havia em parte substituído o sentido que lhe faltava, pegou a peça, apalpou-a, e levantando-se, bendizendo seu benfeitor, partiu para a cidade vizinha para se proporcionar o que faltava à sua existência.
Os homens são os cegos; o Espiritismo é o ouro; julgai a árvore pelos seus frutos.
(Comunicações Espontâneas Obtidas nas Sessões da Sociedade. Revista Espírita, dezembro de 1859)
[...] só a fé racional, como sustenta Kardec, pode enfrentar a razão face a face, de igual para igual, em toda as fases da evolução humana. A fé dogmática, cega e irracional, que se apóia em opiniões tiradas de velhas tradições mitológicas e folclóricas, murcha nos caminhos da evolução na medida em que a Razão do Mundo vai se revelando à inteligência humana. O emurchecer da fé dogmática é amargo e trágico, mergulhando as religiões formalistas e dogmáticas no charco dos interesses materiais, fato que hoje estamos presenciando pelo mundo.
São dolorosas as manobras feitas pelo dogmatismo opressor para sustentar-se em pé ou de cócoras na corrente evolutiva. Ao contrário, a fé racional ou raciocinada acompanha e não raro antecipa as posições novas do pensamento na busca da verdade legítima e natural."[...] (J. Herculano Pires - O Mistério do Ser Ante a Dor e a Morte - pág.29 - Editora Paideia)
Leon Denis na sua conhecida expressão poética diz: "A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem."
"Ação e reação são inevitávies em todos os planos, mas o homem tem a vantagem de saber qual é o seu destino e como pode e deve empregar o seu livre-arbítrio para alcançar os objetivos superiores da sua destinação cósmica. Ele é o responsável único pelas suas opções e os seu atos, pensamentos, desejos e palavras. O perdão de Deus pode auxilá-lo em suas situações deseperadas, mas só ele mesmo pode redimir-se, corrigindo e superando os seus erros. Pesa sobre os seus ombros a responsabilidade moral que adquiriu na sua evolução espiritual. Nenhum sacerdote e nenhuma entidade espiritual pode livrá-lo dos compromissos que assumiu. Deus não o castiga nem o recompensa. O Tribunal de Deus está instalado em sua consciência e ele mesmo se condena e se pune, no uso pleno da sua liberdade. Seus sofrimentos e angústias nasceram de sua própria consciência e só nela podem apagar-se. Deus lhe confiriu a jurisdição de si mesmo. A dor que o aflige não é castigo de Deus, mas, é fogueira que ele mesmo ascendeu e pode apagar por si mesmo. Esta solidão do homem e a sua própria grandeza. Ele tem nas suas mãos o pode de fazer e desfazer o seu destino, de se fazer maldito ou de tornar divino." (J. Herculano Pires - O Mistério do Ser Ante a Dor e a Morte Editora Paideia pág. 23)
"Meus amigos, agradecei a Deus, que vos permitiu gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos torna melhores cristãos. Fazei, pois, que ao vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam." (ESE Cap. XV - Fora da Caridade Não Há Salvação item 10 - Paulo Paris, 1860)
"As grandes provas - escutai bem, - são quase sempre o indício de um fim de sofrimento e de um aperfeicoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus. É um momento supremo, e é nele sobretudo que importa não falir pela murmuração, se não se quiser perder o fruto da prova e ter de recomçar." (ESE Cap. 14 item 9)
"Deus permite que às vezes sejais pagos com a ingratidão, para provar a vossa perseverança em fazer o bem." (ESE Cap.13 item 19)
[...] Kardec não é dogma, é razão. Temos de nos orientar pela sua obra, porque não existe outra que coloque os problemas cristãos e espíritas com tanta clareza e segurança, sem mistificações e alucinações, impondo-se a todas as mentes racionais e clarividentes que tomaram contato, em todo o mundo, com a obra kardequiana. É ingênuo ou pretensioso, louco ou megalômano todo aquele que se atreve a tocar na obra de Kardec com a intenção estúpida de adaptá-la aos tempos atuais, para que os quais ela foi especialmente elaborada. Essas criaturas insensatas e auto-convencidas de uma lucidez que não possuem, da qual jamais deram a mínima prova, só fizeram até hoje confundir as mentes submissas, acostumadas ao pastoreio clerical. Viciadas a submeter-se aos reformadores providenciais que ensangüentaram a Terra, essas criaturas desviam-se do roteiro cristão e espírita." (Ciência Espírita e Suas Implicações Terapêuticas - pág. 123 - Prof. José Heculano Pires Edições USE)
"Devo dizer sobre o que está fundada a minha confiaça na veracidade e na superioridade dos Espíritos que me instruíram. Direi primeiro que, segundo o seu conselho, não aceito nada sem exame e sem controle; não adoto uma idéia senão se ela me parece racional, lógica e está de acordo com os fatos e as observações, se nada sério vem contradizê-la. [...]
[...] jamais dominação, jamais conselhos equivocados e contrários à caridade e à benevolência, jamais prescrições ridículas; longe disso, não encontrei neles senão pensamentos grandes, nobres, sublimes, isentos de pequenez e mesquinharia; [...]
[...] Eis, senhores, os motivos de minha confiança, corroborados pela identidade de ensinamentos dados a uma multidão de outras pessoas antes e depois da publicação de minhas obras." Allan Kardec (RE Julho/1859 - Discurso do Encerramento do Ano Social 1858-1859)
"O objetivo do Espiritismo é de tornar melhores aqueles que o compreendem; tratemos de dar o exemplo e de mostrar que, para nós, a doutrina não é letra morta; em uma palavra, sejamos dignos dos bons Espíritos, se quisermos que os bons Espíritos nos assistam. O bem é uma couraça contra o qual virão sempre se quebrar as armas da malevolência." Allan Kardec (RE Julho/1859 - Discurso do Encerramento do Ano Social 1858-1859)
"Se há coisa que sempre nos garantirá o céu, são os atos de caridade e de generosidade com que tivermos preenchido a nossa existência." - Madre Teresa de Calcutá
“O Espiritismo tem por fim demonstrar e estudar a manifestação dos Espíritos, suas faculdades, sua situação feliz ou infeliz, seu futuro; em suma, o conhecimento do Mundo Espiritual. Essas manifestações, sendo averiguadas, conduzem à prova irrecusável da existência da alma, de sua sobrevivência ao corpo, de sua individualidade depois da morte, isto é, de sua vida futura; por isso ele é a negação das doutrinas materialistas, não tanto por meio de raciocínio, mas principalmente por fatos.” (Allan Kardec, O Que é o Espiritismo item 20 – Dos Espíritos)
[...] “Com a Doutrina Espírita, tudo está definido, tudo está claro, tudo fala a razão; em uma palavra, tudo se explica, e aqueles que se aprofundaram em sua essência hauriram uma satisfação interior à qual não querem mais renunciar.” Allan Kardec (RE set. 1858)
"A vida de um homem não consiste na abundância das coisas que possui." Jesus - Lucas, 12-1
"Nada nos fará, pois, desviar da linha que seguimos, da calma e do sangue frio, que não cessaremos no exame racional de todas as questões, sabendo que por aí fazemos mais partidários sérios do Espiritismo que pelo amargor e pela acrimônia." - Kardec - (Revista Espírita - Conclusão do ano de 1858)
[...] “a vida corpórea não é senão uma curta parada na vida da alma.” Allan Kardec (RE set. 1858)
[...] “Com a Doutrina Espírita, tudo está definido, tudo está claro, tudo fala a razão; em uma palavra, tudo se explica, e aqueles que se aprofundaram em sua essência hauriram uma satisfação interior à qual não querem mais renunciar.” Allan Kardec (RE set. 1858)
(O ESPÍRITISMO) “É a Doutrina de luz que veio para retificar as esperanças da Humanidade em nosso Senhor Jesus Cristo.” - Emmanuel
“A Caridade é a alma do Espiritismo: Ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes; é porque pode se dizer que não há verdadeiro Espírita sem Caridade.” Allan Kardec (RE dez. 1868)
“O Espiritismo é o Cristianismo apropriado ao desenvolvimento da inteligência e desprendido dos abusos”. (Revista Espírita – Junho-1865 “Nova Tática dos Adversários do Espiritismo)
“O Espiritismo é o Cristianismo da idade moderna”. (Revista Espírita – nov. 1863 – S. Luiz – “A Nova Torre de Babel”)
“O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam”. (ESE – cap. 17)
“O Espiritismo bem compreendido, mas, sobretudo bem sentido, conduz forçosamente aos resultados acima, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o verdadeiro cristão, pois um e outro são a mesma coisa. O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam”. (ESE – cap. 17 “Os Bons Espíritas” Trad. J. Herculano Pires – Ed. Feesp)
“O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuantes na natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidos, e por essa razão rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo se refere em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que ele disse ficaram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave que nos ajuda a tudo explicar com facilidade”.
(ESSE Cap. I “Não vim destruir a lei: O Espiritismo” – Trad. J. Herculano Pires – Ed. Feesp)
[...] “fazei, pois compreender, se quereis conquistar adeptos. A compreensão das causas tem ainda outro resultado, que é o de estabelecer uma linha divisória entre a verdade e a superstição” Allan Kardec – LM 2a parte – Cap. 12 item 149 – Trad. J. Herculano Pires – Ed. Feesp
“O exercício do amor verdadeiro não pode cansar nunca.” Emanuel - Vinha de Luz – mensagem 82
“Quem ama em Cristo Jesus, guarda confiança em Deus, é feliz na renúncia e sabe alimentar-se de esperança.” Emanuel - Vinha de Luz – mensagem 82
“É de notar que as grandes renovações sociais jamais chegam bruscamente; como as erupções vulcânicas, são precedidas por sintomas precursores. As idéias novas geminam, fervem em muitas cabeças; a sociedade é agitada por uma espécie de frêmito, que a põe à espera de algo. É nesses momentos que surgem os verdadeiros reformadores, que assim se vêem como representantes, não de uma idéia individual, mas de uma idéia coletiva, vaga, à qual o reformador dá forma precisa e concreta e só triunfa porque encontra os espíritos pronto a recebê-la” (Allan Kardec, Revista Espírita, agosto, 1866)
“(...) O microscópio nos revelou um mundo dos infinitamente pequenos que não supúnhamos, embora estivesse sob nossos dedos; o telescópio nos revelou a infinidade de mundos celestes, que não supúnhamos, mais, o ESPIRITISMO nos descobre o mundo dos Espíritos que está por toda parte, ao nosso lado como nos espaços; mundo real que reage incessantemente sobre nós.” ( Allan Kardec – Revista Espírita – nov. 1858 “Senhor Adrien, Médium Vidente”)
“(...) O ensino dos Espíritos é eminentemente Cristão; apóia-se sobre a imortalidade da alma, as penas e as recompensas futuras, o livre arbítrio do homem, a moral do Cristo; portanto, não é anti-religioso.” ( Allan Kardec – Revista Espírita – nov. 1858 “Da Pluralidade das Existências Corpóreas”)
“(...) Diremos, entretanto para confortá-los, que a Doutrina Espírita sobre a Reencarnação não é tão terrível como crêem, e se tivessem estudado a fundo não estariam tão assustados; saberiam que a condição dessa nova existência depende deles: ela será feliz ou infeliz, segundo o que fizeram neste mundo, e podem desde esta vida ser elevarem tão alto, que não terão mais a temer cair no lamaçal.” ( Allan Kardec – Revista Espírita – nov. 1858 “Da Pluralidade das Existências Corpóreas”)
“(...) Que procuramos nós todos, em definitivo, nessa questão tão palpitante e tão fecunda do Espiritismo? ESCLARECERMOS-NOS; nós, primeiramente, procuramos a luz, de qualquer parte que ela venha e se emitimos a nossa maneira de ver, isso não é senão uma opinião individual que não pretendemos impor a ninguém; nós a entregamos a discussão, e estamos prontos para renunciá-la se nos for demonstrado que estamos em erro.” (Allan Kardec – Revista Espírita – nov. 1858 “Polêmica Espírita”)
“O fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que para o homem nem tudo acaba com a vida terrena, bem como, dar aos crentes idéias mais exatas sobre a vida futura.” (O Que é o Espiritismo – cap. 2 – item 50 - Fim Providencial das Manifestações Espíritas)
“Esse dom (mediunidade) de Deus não é concedido ao médium para o seu prazer e menos ainda para servir às suas ambições, mas para servir ao seu progresso e para dar a conhecer a verdade aos homens.” (O Livro dos Médiuns item 220 – 2a parte Cap. 17)
“Tolos não são os que sustentam o que viram, mas os que negam o que não viram. Mais tolos ainda quando teimam em não ver para não terem de refundir a precariedade de seus conhecimentos.”
J. Herculano Pires – (Prefácio do livro: Comunicações Mediúnicas Entre Vivos – Ernesto Bozzano – Ed. Edicel)
“Nossa vida não consiste da riqueza numérica de coisas e graças, aquisições nominais e títulos exteriores. Nossa paz e felicidade dependem do uso que fizermos, onde nos encontramos hoje, aqui e agora, das oportunidades e dons, situações e favores, recebidos do Altíssimo.[...]
O Senhor não te identificará pelos tesouros que ajuntaste, pelas bênçãos que retiveste, pelos anos que viveste no corpo físico. Reconheçer-te-á pelo emprego dos teus dons, pelo valor de tuas realizações e pelas obras que deixaste em torno dos próprios pés.” Emmanuel ( Caminho, Verdade e Vida – 165 Ed. Feb)
“A verdadeira Doutrina Espírita está no ensino dado pelos espíritos (...) guiar os homens (...) mostrando-lhes, nesses estudos, um grande e sublime objetivo: o do progresso individual e social, e o de lhes indicar o caminho a seguir para atingi-lo.” (O Livro dos Espíritos, Introdução, item 17)
“O caso é que o Espiritismo é uma idéia e quando uma idéia caminha, ela derruba todas as barreiras; não se pode detê-la nas fronteiras, como um pacote de mercadoria. Queimam-se livros, mas não se queimam idéias, e suas próprias cinzas, levadas pelo vento, fazem fecundar a terra onde ela deve frutificar.” (Allan Kardec – Viagem Espírita 1862 – pág. 67)
[...] “As pessoas que abandonassem o Espiritismo por um simples desapontamento, provariam não o haver compreendido e não se terem apegado ao seu aspecto sério. Deus permite as mistificações para provar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que fazem do Espiritismo um simples meio de divertimento.” (O Espírito da Verdade – LM 2a parte – item 303 perg. n 2)
“Nosso livre arbítrio cria o nosso determinismo. Se persistirmos no mau caminho, determinamos um mau futuro em más companhias. Se escolhemos o bom e lutarmos contra as nossas más tendências, melhorando-nos, determinaremos a mudança imediata da nossa situação e um futuro melhor, na companhia de Espíritos bons que se afinarão com as nossas decisões. Tudo depende primeiramente de nós.” (José Herculano Pires – LM segunda parte cap. 26 item 291)
[...] “Não vos esqueçais de que o fim essencial e exclusivo do Espiritismo é a vossa melhora. É para atingi-lo que os Espíritos têm a permissão de vos iniciar na vida futura, oferecendo-vos exemplos que podereis aproveitar. Quanto mais vos identificardes com o mundo que vos espera, menos sofrereis com esse em que estais. Esse é, em suma, o objetivo atual da revelação.” (LM – 2 parte cap. 26 item 292 – Perguntas que se podem fazer)
“O grifo é nosso. Algumas traduções não trazem essa frase final. Para algumas pessoas, parece absurdo que o fim atual da revelação seja apenas a nossa melhora pessoal. Mas, basta refletir que sem melhorar o homem não se pode melhorar o mundo, para se compreender que a frase está certa. A finalidade do Espiritismo é a nossa transformação moral.” (José Herculano Pires – LM – item 292 – nota do tradutor)
“Onde quer que minhas obras penetrem e servem de guia, o Espiritismo é visto sob o seu verdadeiro aspecto, isto é, sob um caráter exclusivamente moral. Allan Kardec ( Viagem Espírita em 1862 pág. 50)
“Jamais se deixar ofuscar pelos nomes usados pelos Espíritos para darem validade às suas palavras. Desconfiar das teorias e sistemas científicos ousados. Enfim, desconfiar de tudo o que se afaste do objetivo MORAL das manifestações. Poderíamos escrever um volume dos mais curiosos com as estórias de todas as mistificações que têm chegado ao nosso conhecimento.” (Allan Kardec - LM 2 parte cap. 27 item 301 – Observação)
“A falta de observação desses instruções tem permitido a divulgação e aceitação de numerosas teorias pseudo-científicas em nosso país e em todo mundo, que contribuem para o descrédito do Espiritismo. A vaidade pessoal de médiuns, de estudiosos da Doutrina e até mesmo de intelectuais de valor inegável, estes sempre dispostos a criticar e a superar Kardec, tem levado essas pessoas ao ridículo, inutilizando-as para o verdadeiro trabalho de divulgação e orientação. Essas instruções devem ser lidas e meditadas pelos que desejam realmente servir à causa espírita. (José Herculano Pires - LM 2 parte cap. 27 item 301 – Observação N.T.)
“A verdadeira Doutrina Espírita está no ensinamento dado pelos Espíritos, (...) guiar os homens desejosos de se esclarecerem, mostrando-lhes nestes estudos um objetivo grande e sublime, o do progresso individual e social, e indicando-lhes o caminho a seguir para a sua consecução.”
(O Livro dos Espíritos, Introdução – item 27)
É, pois, indispensável ao medium que não deseja expor-se a cair no laço, o conhecimento antecipado dos meios de distinguir os bons e maus Espíritos. Não o é menos para o simples observador que pode, por este meio, apreciar o justo valor do que vê e ouve. (O Livro dos Médiuns, cap. 24)
Os bons Espíritos comunicam-se mais ou menos voluntariamente, por tal ou qual médium, conforme a simpatia que sintam por ele. O QUE CONSTITUI A QUALIDADE DO MÉDIUM NÃO É A FACILIDADE EM OBTER COMUNICAÇÕES, E SIM A APTIDÃO PARA RECEBER APENAS AS BOAS, E DE NÃO SE TORNAR JOGUETE DE ESPÍRITOS LEVIANOS E MENTIROSOS. (O Que é o Espiritismo item 80 – cap. 2 Escolhos da Mediunidade)
Se o Espiritismo deve, como foi anunciado, realizar a transformação da humanidade, só poderá fazê-lo pelo melhoramento das massas, o qual só se dará gradualmente, pouco a pouco, pelo melhoramento dos indivíduos. Que importa crer na existência dos Espíritos, se essa crença não tornar melhor, mais bondoso e mais indulgente para os seus semelhantes, mais humilde e mais paciente na adversidade aquele que a adotou? De que serve ao avarento ser espírita se continuar sempre avarento; ao orgulhoso, se continuar sempre cheio de si; ao invejoso, se permanecer sempre ciumento? Todos os homens poderiam crer nas manifestações, como vemos, e a humanidade continuar estacionária. Mas não são esses os desígnios de Deus. É com um fim providencial que devem agir todas as sociedades espíritas sérias, agrupando em seu redor todas as que têm os mesmos sentimentos. Então haverá união entre elas, simpatia e fraternidade, e nunca um vão e pueril antagonismo provocado pelo amor-próprio, mais de palavras que de razões. Então elas serão fortes e poderosas, porque apoiadas numa base inabalável: o bem para todos. Então elas serão respeitadas e imporão silêncio às tolas zombarias, porque falarão em nome da moral evangélica respeitada por todos. (LM Capítulo 29 item 350 - Rivalidades Entre as Sociedades)
“Ponde a caridade sempre em ação. Não deixeis jamais de praticar essa virtude sublime, bem como a tolerância. Que vossas ações estejam sempre em harmonia com a vossa consciência. É ess um meio certo de centuplicar vossa felicidade nesta vida passageira e de vos preparar uma existência mil vezes suave.” Pascal (LM – cap.31 Dissertações Espíritas – 13 – Sobre os Médiuns)
Mas entendamos que as almas, em vez de penetrarem ou gozarem em determinado lugar, carregam em seu íntimo a felicidade ou a desgraça, pois a sorte de cada uma depende de sua condição moral, e que a reunião das almas boas e afins é um motivo de felicidade, [...] que os anjos são os mensageiros de Deus, incumbidos de zelar pela execução dos seus desígnios em todo o Universo, sendo felizes com essa missão gloriosa; [...] (LM – cap. 1 – Existem Espíritos? – item 2)
Meus amigos deixai-me vos dar um conselho, porque estais marchando sobre um terreno novo e se seguirdes o caminho que vos indicamos não vos perdereis. Disseram-vos uma verdade que desejamos lembrar: que o Espiritismo é uma moral e não deve sair dos limites da filosofia se não quiser cair no campo da curiosidade. Deixai de lado as questões científicas. A missão dos Espíritos não é a de resolvê-las, poupando-vos o trabalho das pesquisas. Tratai antes de vos melhorardes, pois é assim que realmente avançareis. São Luiz ("O Livro dos Médiuns" Cap., 31 “Sobre as Sociedades Espíritas”- 17)
[...] Que o Espírito de caridade vos una, tanto a caridade que dá como a que ama. Sede pacientes com as injúrias dos vossos detratores, sede firmes no bem e sobretudo humildes perante Deus. O que eleva é somente a humildade: ela é a única grandeza que Deus reconhece.[...] São Luiz ("O Livro dos Médiuns" Cap., 31 “Sobre as Sociedades Espíritas”- 19)
302. Esperando que se faça a unidade, cada qual acredita possuir a verdade e sustenta que só ele está com a verdade. Ilusão que os Espíritos mistificadores não deixam de entreter. Sobre o que poderá se apoiar o homem imparcial e desinteressado para fazer o seu julgamento?
— A luz mais pura não é obscurecida por nenhuma nuvem. O diamante sem jaca é o de maior valor. Julgai os Espíritos pela pureza dos seus ensinamentos. A unidade se fará onde o bem jamais se tenha misturado com o mal. É ali que os homens se ligarão pela própria força das circunstâncias, porque julgarão que ali se encontra a verdade.
Notai que os princípios fundamentais são os mesmos por toda parte e devem vos unir num pensamento comum: o amor a Deus e a prática do bem. Seja qual for a via de progresso que se pretende para ; as almas, o objetivo final é o mesmo, praticar o bem. Ora, não há duas maneiras de o fazer.
Se surgirem dissidências capitais, referentes ao próprio fundamento da doutrina, tendes uma regra segura para as apreciar. A regra é esta: a melhor doutrina é aquela que melhor satisfaz ao coração e à razão e que dispõe de mais recursos para conduzir os homens ao bem. Essa, eu vos dou a certeza, é a que prevalecerá. - O ESPÍRITO DA VERDADE.
“O fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que para o homem nem tudo acaba coma vida terrena, bem como dar aos crentes idéias mais exatas sobre a vida futuro. Os bons Espíritos vem instruir-nos, visando nossa evolução e adiantamento e não para revelar o que ainda não nos é dado saber ou o que só nos é dado conhecer à mercê do nosso trabalho. Se bastasse interrogar os Espíritos para obter a solução de todas as dificuldades, para realizar descobertas ou inventos lucrativos, todo ignorante facilmente se tornaria sábio e todo preguiçoso faria fortuna sem trabalho. Eis o que Deus não quer. Os Espíritos ajudam o homem de gênio por meio da inspiração oculta, ma não o eximem do trabalho e das investigações, a fim de não o privar do mérito.” (O Que é o Espiritismo -2a parte item 50 – Fim Providencial das Manifestações Espíritas)
“Fora do que pode contribuir para o progresso moral, só incertezas encontram-se nas revelações obtidas dos Espíritos. A primeira conseqüência desagradável para o que afasta sua faculdade do objetivo providencial, é a de ser mistificado pelos Espíritos mentirosos. A segunda é a de cair sob o domínio desses mesmos Espíritos, que com pérfidos conselhos nos podem levar a verdadeiras desgraças materiais. A terceira é a de, finda a vida terrena, perdemos o fruto do conhecimento do Espiritismo.” (O Que é o Espiritismo -2a parte item 52 – Fim Providencial das Manifestações Espíritas)
“As manifestações não são, pois, destinadas a satisfazer interesses materiais. Sua utilidade está nas conseqüências morais que delas decorrem.” (O Que é o Espiritismo -2a parte item 53 – Fim Providencial das Manifestações Espíritas)
Oh, homens! Como a vossa vista é curta para apreciar os desígnios de Deus! Sabei, então, que nada se faz sem a sua permissão e sem um objetivo que freqüentemente não conseguis penetrar. Já vos disse que será feita a unidade da crença espírita. Tende certeza de que ela se fará. E que as dissidências, já menos profundas, irão se apagando pouco a pouco, à medida que os homens se esclarecerem, e desaparecerão por completo, porque essa é a vontade de Deus, contra a qual o erro não pode prevalecer. - O Espírito da Verdade - (LM - 2 parte cap. 27 - item 301 perg. 9)
"Aquelas, que pretendessem estar na posse da verdade, deveriam prová-lo tomando por divisa: Amor e caridade, porque essa é a divisa de todo verdadeiro Espírita. Querem elas se vangloriar da superioridade dos Espíritos que as assistem? Que o provem pela superioridade dos ensinos que recebem pela prática dos mesmos. É esse um critério infalível para se distinguir as que estão no melhor caminho." [...] (LM - item 349 Cap. 29 - Reuniões e Sociedades - Rivalidades entre Sociedades)
Se o Espiritismo deve, como foi anunciado, realizar a transformação da humanidade, só poderá fazê-lo pelo melhoramento das massas, o qual só se dará gradualmente, pouco a pouco, pelo melhoramento dos indivíduos. Que importa crer na existência dos Espíritos, se essa crença não tornar melhor, mais bondoso e mais indulgente para os seus semelhantes, mais humilde e mais paciente na adversidade aquele que a adotou? De que serve ao avarento ser espírita se continuar sempre avarento; ao orgulhoso, se continuar sempre cheio de si; ao invejoso, se permanecer sempre ciumento? Todos os homens poderiam crer nas manifestações, como vemos, e a humanidade continuar estacionária. Mas não são esses os desígnios de Deus. É com um fim providencial que devem agir todas as sociedades espíritas sérias, agrupando em seu redor todas as que têm os mesmos sentimentos. Então haverá união entre elas, simpatia e fraternidade, e nunca um vão e pueril antagonismo provocado pelo amor próprio, mais de palavras do que de razões. Serão fortes e poderosas, porque apoiadas numa base inabalável: o bem para todos. Serão respeitadas e imporão silêncio às tolas zombarias, porque falarão em nome da moral evangélica respeitadas por todos. (LM - item 350 Cap. 29 - Reuniões e Sociedades - Rivalidades entre Sociedades)
[...] A piedade, quando profundamente sentida, é amor; o amor é devotamento; o devotamento é o esquecer de si mesmo; e esse esquecer, essa abnegação pelos infelizes, é a virtude por excelência, aquela mesma que o divino Messias praticou em toda sua vida e ensinou, na sua doutrina tão santa e sublime. Quando essa doutrina for devolvida à sua pureza primitiva, quando for admitida por todos os povos, ela tornará a Terra feliz, fazendo reinar na sua face a concórdia, a paz e o amor. [...] (ESE - cap. 13 - item 17 - Instruções dos Espíritos - Piedade - pelo Espírito Michel)
Dir-se-á por certo que os membros de uma sociedade, agindo como dissemos, não seriam verdadeiros espíritas, desde que o primeiro dever que a Doutrina é o da caridade e da benevolência. [...]
(LM – item 335 – Das Sociedades propriamente ditas – cap. 29 Reuniões e Sociedades)
“Se o Espiritismo deve, como foi anunciado, realizar a transformação da humanidade, só poderá fazê-lo pelo melhoramento das massas, o qual só se dará gradualmente pouco a pouco , pelo melhoramento dos indivíduos. Que importa crer na existência dos Espíritos, se essa crença não tornar melhor, mais bondoso e mais indulgente para os seus semelhantes, mais humilde e mais paciente na adversidade aquele que a adotou? De que serve ao avarento ser espírita se continuar sempre avarento; ao orgulhosos, se continuar sempre cheio de si; ao invejoso, se permanecer sempre ciumento? Todos os homens poderiam crer nas manifestações, com vemos, e a humanidade continuar estacionária. Mas não são esses os desígnios de Deus. É com um fim providencial que devem agir todas as sociedades espíritas sérias, agrupando em seu redor todas as que têm os mesmos sentimentos. Então haverá união entre elas, simpatia e fraternidade, e nunca um vão e pueril antagonismo provocado pelo amor próprio, mais de palavras que de razões. Serão fortes e poderosas, porque apoiadas numa base inabalável: o bem para todos. Serão respeitadas e imporão silêncio às tolas zombarias, porque falarão em nome da moral evangélica respeitadas por todos.”
“essa é a via pela qual nos temos esforçado para levar o Espiritismo. A bandeira que arvoramos bem alto é a do Espiritismo cristão e humanitário, em torno da qual somos felizes de ver, desde já, tantos homens se juntarem em todos os pontos da Terra, porque compreendem que está nela a âncora de salvação, a salvaguarda da ordem pública, o signo de uma nova era para a humanidade. Convidamos todas as sociedades espíritas a participarem desta grande obra. Que de um extremo do mundo, elas se estendam a mão fraterna e assim apanharão o mal nas malhas de uma rede inextricável.” (Allan Kardec – LM – item 350 – Rivalidades entre Sociedades)
[...] que os anjos são as almas humanas que chegaram ao grau supremo e que todos podem chegar lá, através da boa vontade; que os anjos são os mensageiros de Deus, incumbidos de zelar pela execução dos seus desígnios em todo o Universo, sendo felizes com essa missão gloriosa; [...] (LM – Existem Espíritos? – item 2)
[...] Mas entendemos que as almas, em vez de penarem ou gozarem em determinado lugar, (Céu ou Inferno), carregam em seu íntimo, a felicidade ou a desgraça, pois a sorte de cada uma depende de sua condição moral, e que a reunião das almas boas e afins é um motivo de felicidade, [...] (LM – Cap. 1 – “Há Espíritos?” - Item 2)
10. Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão contidos os destinos do homem sobre a Terra e no céu. Sobre a Terra, porque, à sombra desse estandarte, eles viverão em paz; e no céu, porque aqueles que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor. Esta divisa é a flama celeste, a coluna luminosa que guia os homens pelo deserto da vida, para conduzi-los à Terra da Promissão. Ela brilha no céu como auréola santa na fronte dos eleitos, e na Terra está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: "Passai à direita, benditos de meu Pai". Podeis reconhecê-los pelo perfume de caridade que espargem ao seu redor. Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada melhor resume os deveres do homem, do que esta máxima de ordem divina. O Espiritismo não podia provar melhor a sua origem, do que oferecendo-a por regra, porque ela é o reflexo do mais puro Cristianismo. Com essa orientação, o homem jamais se transviará. Aplicai-vos, portanto, meus amigos, a compreender-lhe o sentido profundo e as conseqüências de sua aplicação, e a procurar por vós mesmos todas as maneiras de aplicá-la. Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade, e a vossa consciência vos responderá: não somente ela evitará que façais o mal, mas ainda vos levará a fazer o bem. Porque para fazer- se o bem, mister sempre existe a ação da vontade; para não se praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a negligência.
Meus amigos, agradecei a Deus, que vos permitiu gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos torna melhores cristãos. Fazei, pois, que ao vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.
[...] “O verdadeiro Espiritismo tem por divisa: benevolência e caridade. Dele se exclui toda rivalidade que não seja a do bem que se pode fazer. Todos os grupos que inscreverem essa divisa em sua bandeira, poderão dar-se as mãos com bons vizinhos. [...] Os que pretendessem ter por guia os melhores Espíritos, deveriam prová-lo mostrando melhores sentimentos. Que haja luta, pois, entre eles, mas um luta de grandeza de alma, de abnegação, de bondade e humildade. Aquele que atirasse uma pedra no outro provaria estar influenciado por Espíritos maus.[...] Fénelon (LM cap. 31 – Dissertações Espíritas)